segunda-feira, 22 de novembro de 2010

7 hábitos domésticos que podem deixar você doente

Pequenas atitudes podem resultar em uma proliferação de micro-organismos que você não vê, mas que terá grande impacto sobre a saúde da sua família. Para evitar riscos, aprenda a se defender


Há muito tempo, que o biomédico Roberto Figueiredo - ou "Dr. Bactéria" - vem se empenhado em mostrar que, mesmo no aconchego do lar, vários inimigos estão à espreita. Expert em higiene, ele já provou que todo o cuidado com os micro-organismos (que vivem em nossa casa) é pouco. "Essas bactérias e fungos podem ser responsáveis por sérias infecções gastrointestinais, quadros de alergia e problemas respiratórios, como a asma", afirma. Eliminar esses vilões por completo é impossível. Porém, impedir que se reproduzam em todos os cômodos da casa é um desafio que está ao nosso alcance. Com a ajuda do biomédico e de outros especialistas no assunto, a VivaSaúde chegou aos sete hábitos mais perigosos, que fazem parte da rotina doméstica e que aumentam muito o risco de doenças. Proteja-se!
1 Não lavar regularmente cortinas e tapetes
"Esses são ambientes propícios para o acúmulo de sujeira, possibilitando o crescimento e a multiplicação dos ácaros", diz a farmacêutica bioquímica Inneke Marie Van Der Heijden, professora de Microbiologia da Faculdade de Medicina do ABC. 

O que você precisa mudar: Mantenha a casa arejada e, se possível, lave tapetes e cortinas mensalmente. "O intervalo máximo para a limpeza deve ser de três meses", adverte Inneke.
2 Usar por muito tempo travesseiros, edredons e cobertores
"Para se ter uma ideia, de 20 a 25% do peso de um travesseiro com mais de dois anos de uso é formado por ácaros vivos e mortos e pelas fezes desses micro-organismos, que estão ali acumulados. Por isso, quem tem alergia ou problemas respiratórios normalmente já acorda mal, espirrando ou com coceira no nariz", esclarece o biomédico Roberto Figueiredo.
Da mesma forma, os edredons e cobertores podem ser alvo de fungos e bactérias. "Cerca de 80% da poeira doméstica é formada pela descamação da pele humana. Os resíduos, que se acumulam com facilidade nos tecidos, servem de alimento aos micro-organismos. Pior, ainda, se cobertor e edredom estiverem dobrados dentro do armário, sem uso. Aí, irão absorver também a umidade ambiente", explica Figueiredo.
O que você precisa mudar: Deixe o quarto o mais arejado possível, durante o dia. Troque os travesseiros pelo menos a cada 2 anos, e prefira os modelos de látex aos de pena de ganso. Lençóis, cobertores e edredons devem ser lavados semanalmente. "Deixá-los no sol também é uma boa pedida", garante Inneke. E, na temporada de verão, guarde-os limpos e acondicionados em sacos plásticos.
3 Errar na limpeza do chão
Todos os aspiradores possuem um filtro que segura a sujeira. Porém, se ele não for limpo e trocado no prazo indicado pelo fabricante, ficará impossibilitado de reter a poeira, devolvendo-a ao ambiente. O pó que sobe e se deposita de novo no solo é um veneno para os portadores de doenças respiratórias. Também existe o risco de infecção pelo uso inadequado de panos de chão embebidos em substâncias como detergente, sabão em pó, desinfetante e água sanitária.
O que você precisa mudar: "Para aspirar, prefira um produto que contenha um elemento filtrante chamado 'hepa', que torna o aparelho mais seguro", explica o biomédico. Limpar o filtro depois do uso, e trocá-lo, de acordo com as instruções do fabricante, são outras medidas importantes. Por fim, mesmo depois de aspirar os cômodos, o ideal é complementar a limpeza com um pano úmido. Passe primeiro um pano, molhado em uma solução de água e detergente. Depois, enxágue com pano úmido. Em outro balde, misture 2 colheres (sopa) de água sanitária com 1 litro de água. Então, passe no chão e deixe secar, sem enxaguar. Assim é que as bactérias serão eliminadas.
4 Não higienizar nem trocar a esponja de cozinha
Úmida, e com restos de alimentos, ela é uma espécie de hotel cinco estrelas para as bactérias mais perigosas, capazes de transmitir diversos tipos de intoxicação alimentar.
O que você precisa mudar: O ideal é higienizá-la no final do dia, todos os dias. O processo é bastante simples. "Basta ferver água suficiente para cobri-la, desligar o fogo e colocar a esponja dentro, deixando-a de molho por, pelo menos, cinco minutos", ensina o biomédico. Porém, mesmo assim, é preciso trocá-la regularmente. "O intervalo máximo para a substituição deve ser de um mês", diz a professora de Microbiologia Inneke Marie Van Der Heijden.

5 Estender o pano de prato úmido em cima da louça limpa
"Um simples paninho desses pode acumular um milhão de bactérias a mais que uma tampa de vaso sanitário de banheiro público", alerta o biomédico Roberto Figueiredo. Tudo isso porque, além de estar contaminado por resíduos de alimentos, ele é muito manipulado durante o processo de secagem da louça. "O ambiente úmido é perfeito para a proliferação de micro-organismos.
No pano seco, as bactérias duram 24 horas. No úmido, 48 horas", avisa. Soltas, ali pertinho dos utensílios domésticos, elas podem, sim, infectá-los, chegando também aos alimentos. É o que os especialistas chamam de "contaminação cruzada".
O que você precisa mudar: Descarte o pano de prato logo após o uso, deixando-o, de preferência, numa solução de água sanitária diluída, até o momento de ser lavado. E só volte a reutilizá-lo quando ele estiver seco.
A esponja de lavar louças é um verdadeiro hotel cinco estrelas para as bactérias mais perigosas. Por isso, deve ser higienizada corretamente todos os dias
6 Deixar alimentos fora da geladeira
Quem nunca esqueceu a pizza no forno, de um dia para o outro? Por mais inocente que pareça, a mania de deixar a comida da família à temperatura ambiente pode resultar em quadros de intoxicação, com sintomas como diarreia, vômito e febre.
"Ouço muitas pessoas dizerem que não colocam nada quente na geladeira, para não estragar o eletrodoméstico. Mas, agindo assim, prejudicam algo muito mais valioso: a própria saúde", alerta Roberto Figueiredo. Ele garante que nenhum tipo de alimento deve ficar exposto, sem refrigeração, por mais de duas horas. Segundo o infectologista Paulo Olzon Monteiro da Silva, professor de Clínica Médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o descuido com o acondicionamento da comida é a principal causa de doenças no ambiente doméstico.
O que você precisa mudar: Além de guardar os alimentos na geladeira, logo após o consumo, é importante que estejam em potes destampados. "O vento gelado fabricado pelo refrigerador tem a função de roubar o calor do alimento. Porém, a tampa funciona como uma barreira. O alimento fica numa espécie de estufa, e continuará quente por muito tempo. Nessa situação, a multiplicação das bactérias ocorrerá da mesma forma", diz Figueiredo. Então, a dica é tampar os alimentos duas horas após tê-los levado à geladeira.

7 Usar utensílios de madeira
Com o tempo, vão aparecendo fissuras nas colheres e tábuas, e é ali que as bactérias se instalam. "É impossível fazer a higienização correta desse material. Os micro-organismos grudam na madeira, e não são eliminados nem sob o sol, nem com água sanitária", diz Figueiredo. "A tábua, por exemplo, fica com resíduos de alimentos. E normalmente está úmida, é mais difícil de secar. Ou seja, o meio dá as condições ideais para que as bactérias proliferem", afirma Olzon.
O que você precisa mudar: Use talheres de alumínio, e tábuas de vidro para cortar os alimentos. "As tábuas de plástico não seguram a umidade, mas também apresentam fissuras com o tempo de uso. As de vidro são as melhores, pois não permitem a penetração de micro-organismos. Além disso, são as mais fáceis de limpar", explica Inneke Heijden.


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Receitas de Reaproveitamento da Casca da Batata


Está querendo reaproveitar as cascas de batata mas não sabe como? Confira algumas receitas para o reaproveitamento da casca da batata:

1) Bolinho de Casca de Batata (SESC-SP)
Ingredientes
  • 2 xícaras de casca de batata cozidas e batidas
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 2 ovos
  • 2 colheres de salsinha picada
  • Sal (o suficiente)
  • 1 colher (sobremesa) de fermento em pó
  • Óleo para fritar
Modo de preparo
Ferver as cascas de batata e bater no liquidificador. Colocar a massa numa tigela, acrescentar os ovos, a farinha, o sal e o fermento. Misturar bem. Aquecer o óleo e fritar os bolinhos às colheradas. Eu tambem gosto de assar as cascas da batata ainda crua, fica muito bom.
2) Casca de Batata como Aperitivo
Lave bem as batatas para poder usar a casca. Use a polpa e reserve as cascas para assar no forno ou na grelha.
Uma vez crocante, coloque um pouco de azeite e sal para servir.
3) Sopa Cremosa de Casca de Batata (Bem Feitinho – TV Tem)

Ingredientes
  • 1 cebola picada
  • 3 colheres (sopa) de manteiga ou margarina
  • 1 1/2 colher (sopa) de caril (curry)
  • Casca crua de 2 kg de batata muito bem lavadas
  • 10 dentes de alho
  • 3 xícaras de caldo de galinha
  • 1/2 folha de louro
  • 4 colheres (sopa) de salsinha picada
Preparo
Em uma panela frite a cebola na manteiga mexendo até que fique amolecida. Junte o curry e mexa bem. Adicione as cascas de batata, o alho, o caldo, o louro e mais 3 xícaras de água. Deixe levantar fervura. Cozinhe lentamente mexendo de vez em quando por 45 minutos ou até que as cascas estejam macias. Retire o louro e bata a mistura aos poucos no liquidificador ou processador. Se desejar, pode passar por peneira.
Leve ao fogo para aquecer.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Feijão Tropeiro Uma salada básica para diversas refeições!



Ingredientes:

250 gr de toucinho fresco cortado em cubos pequenos
2 dentes de alho amassados 
1 colher (sopa) de sal 
1 cebola média picada 
1 pimentão verde médio sem sementes, picado 
2 colher (sopa) de salsa e cebolinha picadas 
5 xícaras de feijão-mulatinho ou feijão-fradinho cozido e escorrido 
4 xícaras de couve cortada em tiras bem finas 
1 1/2 xícara de farinha de mandioca. 

Modo de preparo:
Coloque o toucinho em uma panela, leve ao fogo médio, frite até ficar ligeiramente dourado, com uma escumadeira, tire-os da panela e deixe escorrer sobre papel absorvente.
Coloque alho amassado, sal, cebola, pimentão, salsa, cebolinha na panela com a gordura e cozinhe em fogo médio, mexendo de vez em quando, por cerca de 5 minutos.
Acrescente o feijão, misture, continue o cozimento por mais alguns minutos, junte a couve, cozinhe rapidamente só até murchar um pouco, apague o fogo e junte a farinha de mandioca aos poucos, mexendo sempre até formar uma farofa.
Acrescente os torresmos, passe para um prato de servir e leve à mesa.

Rendimento: 6 porções.

Receita cedida pelo site Rudge SBC.
MOLHO DE AGRIÃO
INGREDIENTES (aprox. 3 xicaras)
600 gr. de agrião (só as folhas)
1 cebola picada
50 gr. de manteiga
1 xicara de vinho branco seco
1 xicara de creme de leite
½ xicara de leite
sal
Cozinhe o agrião, escorra bem e reserve. Puxe a cebola na manteiga, acrescente o agrião e o
vinho branco. Cozinhe por alguns minutos e bata no liquidificador, juntamente com o leite, até obter
uma mistura lisa e homogênea. Leve, novamente, ao fogo, acrescente o creme de leite, mexa bem
e tempere.

MOLHO BÉCHAMEL
INGREDIENTES (aprox. 3 xicaras)
3 xicaras de leite
1 cebola pequena com 3 cravos da índia
2 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 raminhos de salsinha
6 pimentas do reino em grão
sal e noz-moscada
Ferva o leite com a cebola, a salsinha e a pimenta. Coe e reserve. Derreta a manteiga, junte a
farinha e mexa até obter uma pasta homogênea. Aos poucos, acrescente o leite e bata,
constantemente, para não empelotar. Deixe cozinhar por alguns minutos e tempere com sal e nozmoscada.

MOLHO BRANCO
INGREDIENTES (aprox. 2 xicaras)
2 xicaras de leite
2 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
sal e pimenta do reino branca
Ferva o leite. Derreta a manteiga, junte a farinha e mexa até obter uma pasta homogênea. Aos
poucos, acrescente o leite e bata, constantemente, para não empelotar. Deixe cozinhar por alguns
minutos e tempere com sal e pimenta.
Vale apena

terça-feira, 24 de agosto de 2010

DELICIA DE FRANGO EMPANADO!


Coxa de frango empanada
Preparo: Rápido (até 30 minutos)
Rendimento: 6 porções
Dificuldade: Médio
Categoria: Frango
Calorias: 433 por porção
Ingredientes
. 6 coxas de frango sem pele
. Sal e pimenta-do-reino a gosto
Massa:
. 1 cubo de caldo de legumes
. 1 xícara (chá) de mandioquinha (batata baroa) cozida e amassada
. 1/2 litro de água
. 2 ovos batidos
. Farinha de trigo e farinha de rosca para empanar
. Óleo para fritar
Modo de Preparo
Massa: leve ao fogo baixo o caldo de legumes, a mandioquinha e a água sem parar de mexer até soltar do fundo. Transfira a massa para uma superfície plana e amasse com as mãos até obter uma massa lisa. Pegue uma coxa de frango e tempere com o sal e a pimenta. Envolva-a com a massa de mandioquinha. Repita a operação com as outras coxas e passe-as na farinha de trigo, nos ovos e na farinha de rosca. Aqueça o óleo e frite-as até dourar uniformemente. Escorra e ponha sobre papel-toalha para retirar o excesso de óleo. Sirva imediatamente.
Dicas: Para testar a temperatura do óleo, ponha uma colher de pau na frigideira, se borbulhar ao seu redor está no ponto.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Oito Erros na Cozinha (Combater velhos hábitos é preciso)


Para DONAS e DONOS de casa
 e respectivas secretárias
Oito Erros na Cozinha
(Combater velhos hábitos é preciso)

1° erro:
Lavar as carnes debaixo da torneira.


Primeiro, você perde nutrientes.
A carne fica esbranquiçada.

Segundo: a contaminação que existe vai aumentar, porque aumenta a quantidade de água e as bactérias vão penetrar mais ainda.
A única carne que se lava é o peixe e só para tirar escamas e a barrigada.
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2° erro:
Colocar detergente direto na esponja, o que leva ao exagero.


O detergente nunca deve ser colocado direto na esponja.
Vai ser muito difícil enxaguar todo esse detergente.
O resto de detergente que fica junto com os alimentos pode no futuro dar um problema para a sua saúde.
Para limpar sem exagero, você precisa apenas de oito (8) gotas de detergente em um litro de água.
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3° erro:
Usar tábua de carne de madeira.


Na tábua de madeira as bactérias ficam te aplaudindo!
Tábua tem que ser de plástico ou vidro.
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4° erro:
Sobre guardar comida quente na geladeira.


Este é um dos um dos mitos mais difundidos entre as donas de casa...
Não há erro em guardar comida quente na geladeira.
O único problema é que vai aumentar um pouquinho o consumo de energia,
mas não vai estragar a geladeira de modo algum.
Porém ....
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5° erro:
Guardar comida quente na geladeira com o recipiente tampado.


O ar frio vai bater na tampa.
Vai demorar muito para resfriar e as bactérias vão adorar!
Então, coloque tudo destampado.
Depois de duas horas você pode fechar.
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6° erro:
Furar a lata de leite condensado e utilizá-la várias vezes.


As pessoas pegam a lata de leite condensado
e fazem dois buraquinhos, um de cada lado.
Sai leite condensado por um lado mas, pelo outro, entra uma porção de bactérias.
Abra a lata inteira e passe o leite condensado para um recipiente
que pode ser de plástico ou de vidro.
Sirva sempre com uma colher; depois tampe e guarde na geladeira.
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7° erro:
Ignorar as formigas.


Quando se fala em doce, a gente não pode esquecer as formigas.
Você provavelmente não se importaria se encontrasse
uma formiguinha em cima do seu bolo, não é?
Doutor Bactéria:
E se fosse uma barata?
Marina Scherb, de 12 anos: Aí eu não como.
Doutor Bactéria: Se a gente pegar uma barata, matar essa barata,
deixar no meio da cozinha, no dia seguinte, cadê a barata?
Marina: Sumiu.
Doutor Bactéria: Quem levou?
Marina: As formigas...
Doutor Bactéria: A mesma que estava em cima do bolo?
Marina: É, né?...
Doutor Bactéria: As formigas são consideradas até
maiores agentes transmissores de bactérias do que a própria barata.
Doce com formiga só pode ter um destino: a lata de lixo.
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8° erro:
Soprar velinhas do bolo de aniversário.


Este é um 
péssimo mau hábito.
Testes comprovam que o bolo fica contaminado por bactérias de saliva.
Essas bactérias produzem uma toxina que podem ocasionar

aquelas intoxicações com 24 horas de vomito e mal-estar.
Evite, também, deixar o bolo fora da geladeira.

Roberto Figueiredo é Biomédico e personifica o Dr. Bactéria
http://leonildaphotmailcom.blogspot.com/2010/03/8-erros-na-cozinhadr-bacteria.html 

Combater velhos hábitos é preciso

Corrigir velhos hábitos pode ser muito mais difícil do que aprender
- do começo -
a forma correta de fazer as coisas.
Mas quando o assunto é evitar a proliferação de bactérias,
todos os cuidados são necessários.
É preciso jogar no lixo muitos dos conhecimentos adquiridos ao longo da vida
para vencer as batalhas diárias contra aqueles seres minúsculos e tão prejudiciais à saúde.

Desde criança, aprendemos a colocar ovos na porta da geladeira,
até porque os eletrodomésticos vêm de fábrica programados com essa função.
No entanto, é um erro dos mais graves, porque o balanço da porta
e a pouca refrigeração favorecem a deterioração do produto
e o ovo vira uma estufa para a criação das terríveis salmonelas,
bactérias responsáveis por boa parte das intoxicações alimentares.

O professor Roberto Figueiredo, bioquímico especializado no combate às bactérias,
conhecido nacionalmente como Dr. Bactéria,
proferiu uma palestra e desmistificou a maioria dos maus hábitos das pessoas.
“Você lava carne?
Pois isso é muito errado, porque a água contribui
para facilitar a entrada das bactérias”,
informou à platéia.

Para ilustrar as verdades que estava transmitindo para o público,
Dr. Bactéria mostrou dados preocupantes.
Em todo o mundo, 1,5 milhão de crianças menores de cinco anos adoecem de diarréia por ano,
o que gera três milhões de mortes,
das quais 70% são causadas por manipulação errada de alimentos.
“Isso demonstra total ignorância frente às bactérias novas”.

O bioquímico condena hábitos diários das donas-de-casa,
como arear panela
(não se deve lustrá-la por dentro, para não soltar a substância química),
armazenar o frasco de vinagre fora da geladeira,
usar lixeirinha de pia,
usar pregadores de roupa para fechar saquinhos de alimentos,
guardar pedaços de legumes ou de frutas na porta da geladeira
e guardar cola na geladeira -
Não se pode armazenar alimentos com produtos químicos”.
Para se ver livre das bactérias, os cuidados com a pia devem ser redobrados.
A esponja de lavar louças deve ser lavada e desinfetada diariamente e trocada
semanalmente.
Dr. Bactéria não falou sobre os possíveis riscos de contaminação

do tradicional pano de coar café, tão comum no Nordeste, e do pano de prato.
Mas levando em consideração tudo o que ele disse,
mantê-los limpos é a melhor saída.

Professor Roberto apresenta verdadeiros desafios para o senso comum.
Segundo ele, deve-se consumir leite pasteurizado sempre,
mas o líquido jamais deve ser fervido em casa.
O produto deve ser aquecido a 80 graus C no máximo (cerca de quatro minutos)
para que as propriedades nutricionais sejam mantidas.
Outra “esquisitice” apresentada é com relação à forma de armazenar os alimentos recém-preparados. 

Sabe aquele gesto gentil da mamãe em guardar o pratinho do filho no forno?
Dr. Bactéria diz que isso é 
oferecer um prato de veneno.
“As pessoas passam mal porque comem comida contaminada, não estragada.
O risco é ainda maior porque o alimento não apresenta sinais de contaminação

e as pessoas comem mesmo”. 

Ele explicou que os alimentos perecíveis devem ser mantidos fora da geladeira por no máximo duas horas.
Se ainda estiverem quentes, devem ser levados destampados para refrigeração para que o ar frio circule.
“Depois, podem ser tampados normalmente”.

O produto quente não compromete o funcionamento do eletrodoméstico,
só faz aumentar o consumo de energia.
“Mas eu prefiro pagar mais caro a conta do que pagar com minha saúde”.
Enfim, são muitos cuidados que devemos tomar.
Alguns são quase impraticáveis, outro são mais fáceis. 

Mel não pode ser oferecido a crianças!


Ponto para:

- quem conseguir não colocar meio tomate, meia cebola, na porta da geladeira.
- quem não lava frutas e verduras quando chega da feira e sim duas horas depois de refrigeradas.
E mil pontos para quem não oferece mel para crianças com menos de um ano.
Mel?
Dr. Bactéria avisou às mães que todo cuidado é pouco com esse rico alimento.

Segundo ele, 8% da produção de mel é contaminada
por uma bactéria chamada clostridium botulino.
Os seres humanos desenvolvem anticorpos de defesa contra os microorganismos,
mas somente após um ano de idade.
“Muitas crianças morrem de causas não explicadas
e alguns desses óbitos podem ser atribuídos ao mel”. 

Uma das críticas mais severas feitas pelo professor Roberto

foi com relação a experimentar e soprar a comida dos bebês
– que muita gente desavisada faz –
e soprar velinhas de bolo de aniversário.
“O aniversariante sopra e depois a mamãe oferece um pratinho de bactérias para os convidados.
Aconselho a adoção daqueles bolos gelados, embrulhados em papel alumínio”. 


As festas são ocasiões ideais para a proliferação de bactérias,
porque os alimentos ficam expostos por tempo acima do considerado ideal.
O bioquímico cita a maionese como uma das vilãs das intoxicações alimentares,
principalmente as (maioneses) caseiras.
“O perigo é maior para os donos das festas,
que só têm tempo de comer os quitutes no dia seguinte.
E ainda acham que é gostoso”. 

Salmonela


Salmonelose é uma infecção causada pela bactéria chamada salmonela,
que se desenvolve principalmente em alimentos crus.
O risco de contraí-la em maionese caseira, portanto, é latente.
A maioria das pessoas infectadas por salmonela desenvolve diarréia,
febre e cólica abdominal entre 12 e 72 horas depois da infecção.
Salmonelose geralmente dura entre quatro e sete dias,
sendo que a maioria das pessoas se recupera sem necessidade de tratamento.

Porém, em algumas pessoas, a diarréia pode ser tão forte
que o paciente precisa ser hospitalizado.
A infecção por salmonela pode se espalhar dos intestinos para a corrente sanguínea,
e daí para outras partes do corpo,
podendo ser fatal caso a pessoa não seja tratada rapidamente com antibióticos.
Idosos, crianças e aqueles com sistema imunológico enfraquecido
têm mais probabilidade de desenvolverem casos graves de salmonelose.

(Achou importante?
REPASSE!)